O capítulo deste livro analisa uma característica presente no ensino Brasileiro que é a divisão na forma de grades curriculares de todo o conteúdo a ser abordado nas salas de aula de nosso país.
O foco sobre a divisão ou separação em grades curriculares navega por todas as variáveis que envolvem o desenvolvimento dos seres humanos e destaca o jogo de interesses que está sempre tão presente nas nossas ações, expressões e decisões do dia a dia.
Fica em destaque como os professores defendem seus interesses pessoais com a aparência de estarem preocupados com os conteúdos que serão abordados com os nossos jovens estudantes em toda a sua passagem pelo ensino e escolas no Brasil. Uma defesa pelas manutenções ou aumentos de suas cargas horárias baseadas na explicação da importância do conteúdo da “sua” matéria no desenvolvimento desses jovens.
Quando o texto passa pela elaboração do valor humano de todo o conhecimento a grande questão permanece pois introduz a realidade da limitação de tempo, da necessidade de dividirmos em prioridade e de fatalmente termos uma distribuição desequilibrada das cargas horárias entre as áreas ditas humanas e as ditas científicas e técnicas. Amplamente ressalta os objetivos opostos que a cultura mercantil apresenta em relação à cultura humanista e nos coloca de frente ao que no momento presente aparenta ser uma rua sem saída e que volta às raízes do problema evidenciando a necessidade dee debater o que de moderno realmente os currículos incorporaram ao longo da sua história.
Identificar a verdadeira natureza do que nos colocou no formato atual é uma sugestão de caminho para as tentativas de melhoria quando se trata deste tema de divisão em grades curriculares. Lembrar que é muito difícil para o ser humano destacar claramente qual área do conhecimento colaborou para o seu desenvolvimento em uma ou outra direção ou qual delas ajudou a construir da melhor forma o que hoje temos como conhecimento acumulado ou habilidades desenvolvidas.
O caminho parece estar na identificação de que todo conhecimento poderá ser útil e imprescindível e que sair das grades e eliminar seus entraves pode ampliar a qualidade de toda a produção cultural e não apenas e timidamente incluir novas temáticas transversais mas revendo o tempo necessário para a formação do conhecimento equilibrando com a vida cotidiana – tarefa difícil e árdua mas verdadeira quanto à sua necessidade – segundo o autor.
A conclusão do autor passa pela necessidade básica e complexa que é reaprendermos e reaprender-nos fora das grades chegando ao ponto crucial de reinventar-nos e reinventar nosso ofício de professor considerando todo o saber elaborado pela humanidade.
Nome: Marcel André Molon
Pós-graduação em Informática Educativa
Caxias do Sul, 12 de Julho de 2007
[1] Do livro Ofício de Mestre, Miguel Arroyo – Capítulo 17 – Páginas 210 – 216.
domingo, 21 de junho de 2009
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